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Saiba os erros na gestão escolar que levam ao prejuízo

Saiba os erros na gestão escolar que levam ao prejuízo

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Veja os principais e comuns erros nas decisões que causam transtornos financeiros a instituição.

 

O ano começa com aquela famosa correria nas escolas, sempre parece que o tempo não será suficiente para deixar tudo pronto para receber seus alunos, o estresse sobe e é preciso lidar bem com seus professores e colaboradores para começar o ano letivo motivado e seguindo o planejamento.

Mas isso tudo pode ser ainda mais estressante quando a empresa sofre problemas financeiros, muitas vezes sem saber ao certo as causas, que foram gerados por decisões anteriores sem embasamento administrativo.

Vamos a algumas:  

PREÇO: Não adianta tentar chutar o valor de suas mensalidades, aliás, se a escola é recém aberta e já começou assim, reveja seus conceitos antes que seja tarde.

É muito comum que os gestores reajustem seus valores de acordo com as medias do mercado, muitas vezes divulgadas pela imprensa ou por órgãos do setor, e existem ainda aqueles que simplesmente querem cobrar menos que o vizinho.

Deste modo sem nenhuma análise, o preço fica totalmente vulnerável, podendo estar acima do real, causando perda de clientes e falta de competitividade, ou então abaixo, afogando o caixa da escola no dia a dia.

Afinal como ser um Administrador nessas horas? Ironicamente seguindo a Lei.

A famosa planilha de custos ou planejamento financeiro, serve exatamente para isso, demonstrar os custos previstos, impostos e margem de lucro esperada para calcular quanto devo cobrar.

Isto se torna mais grave devido ao contrato ser ANUAL, impossibilitando de ser reajustado no calendário escolar, e ainda no ano seguinte, por motivos comerciais, você não poderá corrigir distorções altas de uma só vez, causando prejuízos em longo prazo.

Portanto, faça o cálculo de quanto deve ser sua mensalidade, sem isso você é um navio sem bússola em alto mar.


Direito do professor: A convenção coletiva dos professores é bem diferente das aplicadas em empresas comuns, digo isto, pois as escolas possuem peculiaridades exclusivas.

São aulistas, mensalistas, tem a tal da semestralidade, um recesso obrigatório, participação nos lucros, sindicatos especialmente atenciosos e segue em outros comentários.


Talvez o principal erro é falhar neste setor, a regra é simples mas alguns a ignoram, jamais deixe de priorizar aqueles que fazem a empresa acontecer, seus funcionários.


É importante ressaltar que a legislação trabalhista educacional requer muito conhecimento prático, lembro que os itens citados acima são direitos previstos na convenção do SIEEESP – SINPRO em São Paulo, mas existem outras tantas que variam de acordo com a região e perfil dos atendidos.


Notas fiscais: Alguns parecem não compreender isto, mas é a realidade, todos os alunos devem receber nota fiscal pelo serviço prestado, e isso não tem relação alguma com o recebimento da mensalidade.

Se você possui 100 alunos, deverá emitir 100 notas simples assim.

E os impostos serão pagos mesmo sem o recebimento? Sim, existem saídas no Simples Nacional com outro regime de tributação, mas isso é outra história.

Posso emitir a nota da mensalidade + material escolar? Não. Salvo em caso da escola possuir a finalidade de vendas, deve se ater em sua atividade que é de serviços, portanto não pode incluir PRODUTOS em uma nota de SERVIÇOS.


Posso emitir uma única nota fiscal para todos meus alunos? Não, cada aluno terá uma nota fiscal, o que existe nas grandes empresas são programas integrados com a prefeitura para emissão em lote das notas fiscais eletrônicas.



Distribuição das despesas: Saber os limites de quanto sua escola pode investir, custear e lucrar, é o segredo, veja abaixo exemplo de distribuição orçamentária:


  • Folha de pagamento de 40% a 55% do faturamento. Se seu custo com mão de obra ultrapassar essa faixa a lucratividade da escola poderá estar comprometida.


  • SUPERSIMPLES (maior parte das escolas) – de 6% a 17,42%, o índice pode variar   de acordo com o faturamento.


  • Despesas gerais, como aluguel, água, luz, telefone, marketing – de 15% a 25%


 - Lucratividade esperada – de 15% a 30%.


Lembro que esses dados são exemplos, que podem variar em cada instituição de acordo com sua realidade, tributação, finalidade, segmento de ensino etc.


Nos próximos programas da TV BW teremos matérias e entrevistas sobre todos estes assuntos, acompanhem.







 

Comentários  

 
0 #1 Maristela 20-01-2012 12:19
Achei muito pratico e objetivo, diante da nossa correria nesse inicio de ano, a gente ja fica atualizado...
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